É curioso pensar como, em poucos anos, as redes sociais passaram de um lugar de conexão para um campo de disputas digitais. Em 2026, a presença dos social bots alcançou um novo patamar, mudando regras de engajamento, influenciando opiniões e até colocando marcas em situações delicadas. O brand safety, aquele conjunto de boas práticas para proteger a reputação de uma empresa, agora depende muito da habilidade de identificar e agir rapidamente contra atividades feitas por máquinas.
O que são social bots e como eles agem
Não é exagero dizer que social bots já estão por todos os lados das redes. Diferente do que muitos pensam, esses não são apenas robôs automáticos que respondem “bom dia” em grupos. Eles publicam, curtem, compartilham e até geram discussões, tudo feito para parecer comportamento humano. Na maioria das vezes, nem dá para perceber. E, talvez, você nem tenha percebido… mas já interagiu com algum deles.
O problema cresce quando há um objetivo maligno por trás: manipulação de tendências, criação de boatos, ataque a reputações. Um estudo citado em matéria do UOL baseada em pesquisa do NetLab/UFRJ mostrou que, em setembro de 2018, só 3% das contas foram responsáveis por 40% dos comentários negativos relacionados a 16 marcas diferentes. Pior: comentários gerados por bots poderiam ter o dobro da viralidade se comparados aos de usuários humanos.
O que viraliza nem sempre é real.
Essa dinâmica se intensificou de 2018 para cá. A capacidade de simular comportamento humano, e, acima de tudo, de influenciar massas, só cresceu. Com IA generativa somada a estratégias de automação, o cenário fica ainda mais complexo.
Impactos dos social bots no brand safety
Os dados levantados nos últimos anos preocupam até quem nunca pensou em marketing digital. Segundo matéria recente, já mais da metade do tráfego online é gerado por bots. Entre os influenciadores digitais brasileiros mais relevantes, na faixa dos 500 mil a 1 milhão de seguidores, 72,6% enfrentam algum tipo de fraude ligada a bots. Pense rápido: será mesmo que aquela influência toda foi conquistada honestamente?
Para o brand safety, as consequências aparecem em diferentes frentes:
- Desinformação: falsas notícias e boatos viralizam em questão de minutos, podendo destruir a imagem de uma marca quase na mesma velocidade.
- Fraudes de engajamento: curtidas, comentários e seguidores artificiais dão uma falsa sensação de sucesso, levando empresas a apostar em campanhas que não trarão retorno real.
- Cascata de crises: uma crise criada por bots estimula outros usuários a entrarem em discussões negativas, efeito “bola de neve”.
- Manipulação do sentimento público: bots podem inflar campanhas negativas, destruir reputações e criar problemas de confiança no consumidor médio.
Reputação, agora, é questão de sobrevivência.
Por que as marcas estão tão vulneráveis?
Existe uma sensação de impotência. Se nem mesmo as plataformas possuem ferramentas verdadeiramente eficazes para combater bots, como as empresas podem se proteger?
O debate sobre a responsabilidade das plataformas sociais segue urgente. Sem medidas efetivas, a integridade dessas plataformas fica comprometida. As marcas, que dependem desses canais para divulgar produtos, se veem diante de um campo minado. Uma simples menção negativa, impulsionada artificialmente, tem potencial para tomar proporções jamais vistas.

Desinformação e o novo risco reputacional
Nunca se falou tanto sobre desinformação. Em 2026, ela é uma das ferramentas mais perigosas no jogo dos social bots. Notícias falsas, rumores fabricados e boatos ganham vida pelas mãos dessas máquinas autônomas. O alcance é imenso: basta um post polêmico ser compartilhado dezenas de vezes por contas automatizadas para se tornar “tendência”.
De acordo com artigo sobre o aumento da desinformação, a percepção pública das marcas é rapidamente abalada quando explosões de desinformação viralizam. Não é à toa que 50% dos consumidores devem limitar suas interações nas redes até 2025, segundo previsão de estudo resumida.
O consumidor está cada vez mais desconfiado.
A influência dos bots nos influenciadores
Parece até paradoxal: pagam-se fortunas por campanhas, mas nem sempre os resultados refletem autenticidade. Quando bots já são maioria no universo de seguidores, fica impossível confiar em métricas superficiais. O retorno pode ser ilusório.
Muitas marcas investem em influenciadores sem perceber que parte do engajamento é alimentada por automação. Isso significa dinheiro desperdiçado e um risco enorme para a reputação. Ferramentas como o InfluScore analisam sentimentos, verificam padrões de menções e estudam a evolução do engajamento, indicando se realmente existe valor em associar sua marca àquele perfil.
Como identificar e mitigar riscos dos social bots
Sim, existem sinais. Mas nem sempre são fáceis de enxergar. Padrões de postagem repetitivos, respostas automáticas, perfis sem personalização e seguidores misteriosos podem ser pistas. Porém, as estratégias estão cada vez mais sofisticadas: os social bots já utilizam IA para simular até imperfeições do comportamento humano. Superficialmente, enganam mesmo profissionais experientes.
- Super crescimento de seguidores em pouco tempo
- Altíssimo volume de comentários genéricos
- Usos robóticos de hashtags e frases prontas
- Fusos horários estranhos para a maioria do público
É aqui que entra a força de soluções baseadas em IA como o InfluScore: cruzando dezenas de fatores, incluindo análise de sentimento e evolução temporal de menções, elas entregam um score de segurança confiável.

Dicas para reforçar o brand safety em 2026
É cedo para dizer que existe solução mágica. Mas algumas ações ajudam a minimizar o impacto dos bots, e a reforçar o brand safety.
- Busque insights aprofundados sobre os influenciadores antes de investir em campanhas.
- Monitore menções à marca em tempo real, acompanhando o tom das conversas.
- Prefira campanhas de longo prazo, onde o histórico pode ser analisado e comparado.
- Invista em parceiros e plataformas reconhecidas por boas práticas de segurança e análise de risco.
- Capacite times internos para reconhecer sinais de manipulação digital.
O InfluScore, por exemplo, oferece relatórios completos, recomendações claras sobre oportunidades e riscos, e ainda filtra padrões que fogem do natural. Ou seja, mais do que acompanhar números de curtidas, é preciso entender o contexto e o sentimento ao redor da marca.
Conclusão
Cada nova tecnologia traz desafios. Os social bots, atualmente, testam nossos limites e exigem uma vigilância constante por parte das marcas. O brand safety nunca esteve tão ligado à compreensão profunda dos movimentos digitais. Ignorar o tema é correr riscos, e perder espaço para concorrentes mais atentos. Por isso, se proteger começa por informação de qualidade, análise criteriosa e tomada de decisão baseada em dados reais, não em ilusões.
Quer preservar a reputação da sua empresa e investir com mais segurança? Conheça as soluções do InfluScore, que unem IA, análise temporal e insights inteligentes para deixar sua marca sempre um passo à frente. O futuro da reputação começa agora, com escolhas mais inteligentes e menos vulneráveis à manipulação digital.
Perguntas frequentes
O que são social bots nas redes?
Social bots são programas automatizados que simulam o comportamento de pessoas reais em redes sociais. Eles conseguem postar, curtir, comentar e interagir de maneira muitas vezes imperceptível. O objetivo varia: pode ser impulsionar conteúdos, manipular opiniões ou simplesmente inflar números de engajamento para parecer mais relevante.
Como social bots afetam o brand safety?
Social bots podem gerar crises, espalhar desinformação e criar boatos em larga escala. Desta forma, afetam diretamente a reputação da marca, influenciando negativamente a percepção do público. Essa atividade falsa pode também levar empresas a investir em espaços e parcerias que não oferecem resultados reais, apenas engajamentos mascarados, como mostram estudos recentes sobre o impacto de bots.
Como identificar um social bot?
Alguns sinais ajudam na identificação: alta frequência de postagens, padrões repetidos, respostas automáticas, nomes ou perfis pouco personalizados, além de seguidores e engajamentos vindos de locais atípicos. Contas com crescimento muito rápido ou muitos comentários genéricos e iguais também levantam suspeitas. Porém, técnicas avançadas de IA dificultam cada vez mais esse reconhecimento visual, sendo importante usar ferramentas especializadas para análise aprofundada.
É seguro investir em redes com social bots?
O investimento é arriscado quando não há análise prévia. Social bots distorcem resultados e podem prejudicar a imagem da marca. Para aumentar a segurança, é fundamental estudar o histórico de engajamento, o tipo de menção recebida e usar plataformas, como o InfluScore, que entregam scores de risco a partir de diversos fatores e períodos.
Como proteger minha marca dos social bots?
O melhor caminho é acompanhar constantemente as menções à marca e buscar entender o sentimento presente em cada campanha nas redes sociais. Utilize ferramentas que oferecem análises profundas, monitore sinais de comportamento artificial e treine sua equipe para identificar padrões incomuns. Investir em relatórios detalhados, como os do InfluScore, permite antecipar problemas e responder rapidamente antes que uma crise tome grandes proporções.
