Vivemos hoje um cenário em que a informação circula de forma acelerada e a confiança em quem propaga essas notícias se tornou mais valiosa, e mais frágil, do que nunca. As fake news ganharam espaço e, junto delas, cresceram também os riscos para marcas que decidem associar sua imagem a influenciadores digitais. Quando parei para refletir sobre parcerias e reputação de marca, percebi que avaliar o risco de fake news nos influenciadores não era apenas uma preocupação, mas um passo estratégico para a saúde do negócio.
Por que influenciadores estão na mira das fake news?
O fenômeno dos influenciadores digitais explodiu na última década e redefiniu a comunicação entre marcas e consumidores. Porém, com esse poder de alcance, veio uma nova responsabilidade: a de não ser um canal para conteúdos enganosos.
Quem fala para muitos precisa responder por aquilo que compartilha.
Segundo artigo da APM, antes da pandemia, 62% dos brasileiros acreditavam em informações infundadas. Esse índice saltou para 88% em 2022. Isso mostra o quanto a população é vulnerável à desinformação, principalmente em temas delicados, como saúde (artigo da APM).
É nessa lacuna de credibilidade que os influenciadores precisam agir. No entanto, basta um deslize para que o efeito seja devastador, não só para a sua imagem, mas também para as marcas que os apoiam.
Como fake news afetam a estratégia de marcas e influenciadores?
Vi casos em que uma campanha inteira sofreu danos irreversíveis por causa do envolvimento com um influenciador vinculado a notícias falsas. Os reflexos são rápidos:
- Queda imediata de confiança da audiência.
- Exposição negativa nos meios de comunicação.
- Dano à imagem da marca e aumento das chances de boicote.
- Gastos imprevistos com gestão de crises e retratação pública.
O resultado é sempre financeiramente doloroso. Segundo pesquisa do Observatório Febraban, 73% dos brasileiros defendem punições severas a candidatos favorecidos por fake news no período eleitoral, e 88% apoiam punições firmes para quem se beneficia dessas notícias (pesquisa do Observatório Febraban). Isso mostra como o público está atento e exige ética e transparência.
O que preciso avaliar para evitar risco de fake news?
Ao longo dos anos, desenvolvi um checklist prático, baseado tanto nas tendências de mercado quanto na minha experiência acompanhando campanhas. Se você se preocupa com a reputação da sua marca, ou mesmo com sua presença como influenciador:
- Histórico de publicações: Investigue o que o influenciador já publicou, comentários controversos, temas polêmicos e eventuais retratações.
- Fontes de informação: Avalie se ele costuma citar fontes confiáveis ou disseminar suposições sem base.
- Reação em casos de fake news: Busque situações em que o influenciador tenha errado, percebendo se houve pedido de desculpas claro e medidas para corrigir o erro.
- Engajamento da audiência: Comentários, réplicas e manifestações podem indicar reações negativas, críticas e crises que já aconteceram.
- Parcerias anteriores: Analise se houve danos a outras marcas parceiras após alguma polêmica.
Esses pontos ajudam a construir uma visão panorâmica sobre o perfil do influenciador e as possibilidades de risco.

Como a tecnologia pode ajudar a filtrar esse risco?
Foi em meio a esses cenários de incerteza que percebi o valor de soluções inteligentes para tornar essa avaliação mais assertiva. Ferramentas como o InfluScore usam algoritmos que analisam dezenas de fatores de risco, incluindo o histórico de menções negativas, palavras-chave críticas e tendências de comportamento em períodos de 7, 30 e até 90 dias.
Ao contar com a IA, milhares de publicações são processadas em poucos minutos, e relatórios detalhados mostram padrões de ação que, muitas vezes, passariam despercebidos por análise manual. Isso se torna ainda mais importante diante da necessidade de agir rápido para prevenir crises.
Automatizar a análise de reputação não elimina o papel humano, mas potencializa o olhar crítico.
Com insights claros, como vejo na proposta do InfluScore, fica mais fácil responder à pergunta: vale a pena investir nesse influenciador?
Quais sinais mostram o risco de fake news em influenciadores?
Não é raro identificar padrões que se repetem quando o influenciador é fonte, ou propagador, de fake news. Alguns sinais me chamam atenção:
- Frequência de envolvimento em polêmicas recentes, principalmente com temas sensíveis.
- Alcance súbito de novos seguidores sem explicação plausível (isso pode indicar estratégias agressivas para viralização artificial).
- Ausência de referências ou citações em conteúdos informativos.
- Mensagens que estimulam dúvida, medo ou indignação, sem comprovação ou esclarecimento posterior.
Os números do resumo de pesquisa do DataSenado reforçam esses riscos: 80% dos brasileiros apoiam uma lei para coibir fake news e 72% estão muito preocupados com a quantidade de notícias falsas nas redes sociais.

Como agir diante de um risco detectado?
Quando identifico, em qualquer das análises, sinais de risco elevado, sigo um roteiro direto:
- Documentar todas as evidências encontradas, incluindo publicações antigas ou comentários de terceiros.
- Conversar com o influenciador sobre as preocupações, checando alinhamento de valores e predisposição para corrigir possíveis falhas.
- Sinalizar o problema internamente, com a equipe de comunicação, jurídico e liderança.
- Se necessário, pausar campanhas enquanto a investigação estiver em curso.
- Revisar contratos para identificar cláusulas sobre retratação e responsabilidade em casos de fake news.
Na minha opinião, quanto mais transparente for essa abordagem, menor é o risco de prejuízo reputacional tanto para a marca quanto para o influenciador.
Como transformar o risco em oportunidade?
Se, por um lado, as fake news desafiam a credibilidade dos influenciadores, por outro, permitem que marcas escolham melhor com quem dialogam. Em minhas experiências, vi casos de influenciadores que, ao se retratar publicamente de um erro, conquistaram ainda mais confiança e respeito da comunidade. Isso mostra que, com monitoramento e gestão ativa, até situações difíceis podem fortalecer laços.
No fim, não se trata apenas de não cair em fake news, mas de construir relacionamentos que valorizem informação de qualidade e responsabilidade coletiva.
Quem se associa a quem informa com ética, colhe confiança.
Conclusão
O risco das fake news com influenciadores digitais existe, mas pode ser controlado com preparação, método e tecnologia adequada. Ter ferramentas automáticas como InfluScore e olhar atento às reações do público proporciona segurança para proteger reputações, evitar crises e ampliar o retorno sobre o investimento. Recomendo a qualquer profissional ou gestor que busca crescimento sustentável que adote uma postura ativa diante desse desafio. Conheça mais sobre como nossa inteligência artificial pode ajudar você a trilhar esse caminho com mais confiança, clareza e resultados.
Perguntas frequentes sobre fake news com influenciadores digitais
O que são fake news com influenciadores?
Fake news com influenciadores são notícias falsas, boatos ou informações distorcidas que ganham alcance e autoridade ao serem divulgadas por pessoas que têm grande influência digital. Muitas vezes, os influenciadores compartilham esses conteúdos sem checar a veracidade, o que amplia o impacto negativo dessas informações.
Como identificar fake news nas redes sociais?
Para identificar fake news nas redes sociais, costumo seguir algumas estratégias práticas: verificar a fonte original da informação, desconfiar de textos sensacionalistas, conferir se outros veículos confiáveis noticiaram o fato e prestar atenção se existem indícios de manipulação em imagens ou vídeos. Sistemas automatizados como o InfluScore também ajudam nesse monitoramento.
Quais riscos as fake news trazem?
Fake news prejudicam a reputação de marcas, influenciadores e podem causar prejuízo financeiro e perda de confiança do público. Além disso, podem gerar processos judiciais, crises de imagem e afastar parceiros e patrocinadores.
Como avaliar a credibilidade de um influenciador?
Avalio a credibilidade de um influenciador analisando seu histórico de publicações, as fontes que costuma citar, a postura frente a crises e polêmicas e o engajamento real da audiência. Recomendo usar soluções como o InfluScore para apoiar a busca por dados consistentes e confiáveis nessa avaliação.
Vale a pena confiar em influenciadores digitais?
Vale a pena confiar em influenciadores digitais quando eles demonstram compromisso com a verdade, transparência e responsabilidade nas suas ações. Uma boa análise prévia aliada ao acompanhamento constante garante que a parceria traga bons frutos e segurança para ambas as partes.
